High Tech


Quanto a tecnologia, é nítida a surpresa de todos com o as novidades que surgem dias após dias em todos os campos de conhecimento. Mas com os avanços técnologicos também vieram as consequências exploração desenfreada da natureza. Mas há aproximadamente duas décadas foi concebida uma preocupação a nível global com a natureza, o bens de consumo e consequentemente a qualidade de vida de o toda a população. Logo, a pesquisa em técnicas alternativas, modelos menos poluidores e produção mais politicamente viável e ecologicamente correta foram surgindo e intensificadas.

Pesquisadores espanhóis do Centro de Astrobiologia (CAB) e do Instituto de Eletroquímica da Universidade de Alicante, na Espanha, junto a um argentino da Universidade de Mar del Plata, conseguiram registrar a transferência direta de elétrons entre uma bactéria viva e um eletrodo de ouro, em um espaço de cinco nanômetros. O feito é um passo em direção ao desenvolvimento de bactérias que gerem eletricidade, uma possível nova fonte de energia.

"Nunca antes se havia conseguido visualizar de forma clara este processo, pois dentro de uma célula existe uma multidão de moléculas e não é simples saber quais são as importantes", afirmou Juan Feliu, diretor do grupo de Eletroquímica de Alicante, segundo o site do jornal espanhol El País.

Para os pesquisadores, o registro significa que as bactérias Geobacter sulfurreducens geram eletricidade por meio de proteínas da superfície celular denominadas citocromos C. Essas proteínas estão envolvidas na respiração de animais, plantas, organismos fotossintéticos e também em bactérias.

"Até o momento, se suspeitava qual era a identidade desses microorganismos, mas não existia nenhuma medida direta que demonstrasse quais eram as moléculas que transportam os életrons. Usando espectroscopia em infravermelho, demonstramos que são citocromos do tipo C", destaca o argentino Juan Pablo Busalmen, do Laboratório de Bioeletroquímica, do Instituto de Tecnologia de Materiais (Conicet, na sigla em espanhol) e da Universidade Nacional de Mar del Plata, de acordo com o jornal La Nación.

O trabalho foi publicado neste mês na revista Angewandte Chemie International, editada pela Sociedade Química Alemã. Um dos cientistas envolvidos no projeto, Abraham Esteve Núñez, bioquímico do CAB, mostrou os resultados do trabalho no 1º Simpósio Internacional sobre Pilhas de Combustível Microbianas, ocorrido em maio nos Estados Unidos.

Esteve Nuñez trabalhava no laboratório da Universidade de Massachussetts em 2002 quando descobriu que era possível obter eletricidade dessa bactéria a partir de seu contato com um ânodo, sem utilizar mediadores químicos.

Aproveitando o gancho do post, foi realizado um estudo em que as bácterias excretam petróleo bruto. A partir de manipulação genética obviamente... é ler pra crê.

Via Terra

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